Pálinka Fesztival @ Gyula, Hungary

Abril 20, 2010

No último fim de semana fui à Hungria com um amigo, mais conhecido aqui como Mineiro. Fato é que todo mineiro quando sai de Minas Gerais, se torna um “Mineiro”.

Bem, Eu e Mineiro fomos ao festival de Pálinka (Bebiba típica húngara, ~55% alc.) em Gyula, Hungria. Tenho um grande amigo húngaro em Gyula, cujo o conheci em Oklahoma nos Estados Unidos, ano em que estudei 1 ano por lá.

Roteiro: buzão noturno rumo a Budapeste, de onde pegaríamos um trem para Gyula.

Pegamos o ônibus às 23.00 no terminal rodoviário de Kraków, um luxo só, filme, música, capuccino na faixa e banco exageradamente reclinável. Sem um sono muito longo, chegamos a Budapeste 4.30 da manhã. O ônibus como de costume, parou no meio de uma avenida e todos desceram. Para marinheiros de primeira viagem  é um susto descer no meio do nada, ainda à noite e tudo fechado. Lembro da mesma viagem na minha primeira vez, que ainda por cima não tinha dinheiro húngaro, foi uma loucura, mas isso é uma outra história.

Desta vez, já esperto e com Forint no bolso, fomos a estação de metrô mais próxima e pegamos um bonde para estação de trem Budapest Keleti, de onde sairia nosso trem para Gyula às 6:13 da matina. Tempo de sobra, chegamos na Keleti e com um livrinho em mãos já fomos arriscando as primeiras palavras em húngaro.

– Két kávé, ou dois cafés.

Às 6.13 em ponto embarcaríamos no trem para Gyula, já claro, o sol brilhava num dia incrível, diferente da última semana em Kraków, onde só choveu e o clima da tragédia do presidente ainda ribombava a cidade.

Tínhamos que fazer uma conexão na cidade de Békéscsaba e como de praxe algo errado, a viagem estava muito tranqüila para ser verdade (A tiazinha da estação até entendeu o meu húngaro!). O trem de Békéscsaba – Gyula para o horário que vi na internet não existia, então a conexão atrasou 1 hora, aproveitamos para caminhar pela cidade.

Finalmente chegamos em Gyula com 1 hora de atraso, o meu amigo Zolie não estava lá e eu havia esquecido que não tinha o número dele e nem ele o meu, devido a minha troca de aparelho celular. Booommm pensei, ou fico aqui esperando o cara ou simplesmente vou andando para a casa dele, que não deveria ser algo difícil, já que eu já estivera naquela cidade pequena algumas vezes, além do mais fazia um clima incrível.

Aproveitei para tirar uma foto do mapa da cidade, caso precisasse recorrer à ajuda exterior:

mapa de gyula

Mapa de Gyula

Chegamos de surpresa na casa do Zolie e estava ele lá bolado,  já havia estado na estação umas 3 vezes e ligado outras. Tudo certo, café da manhã servido e só alegria. Bem-vindos a Gyula, 10km da fronteira com a Romênia!

Passamos o dia bebendo cerveja Arany Ászok e uns shots de Pálinka, afinal estávamos ali para isso. Comemos um delicioso prato típico, mistura de carne com legumes cozidos num enorme penelão na fogueira, vide fotos.

Conosco estavam a namorada do Zolie, Csita, o amigo Pok  e sua namorada Esqueci o nome, que já havia morado em Gdańsk no norte da Polônia e a participação especial do Pai do Zolie, figurassa.

Já pra lá de Bagdá, tiramos um cochilo para ir ao dito Festival a noite. A cidade estava empolvorosa ao som de música típica acompanhado de inúmeros tipos de pálinka, cerveja e um monte de comida esquisita.

Havia uma grande tenda com palco e barracas,  me lembrou algo como a feira dos estados, só que com muito mais álcool e alambiques espalhados por todo lado.  Todo mundo ficou doido e dançamos bastante aquele som estranho que soava bem. Exceto o Zolie e Pok, ninguém ali falava inglês então o desafio da noite era se comunicar com a multidão ali presente.

No domingo, já tínhamos de voltar, infelizmente. Depois de um outro delicioso almoćo, dessa vez um outro prato típico com ovos, legumes e carne cozida com pão. Às 15:50 tomamos o trem de volta para Békéscsaba e dali para Budapest. Ao chegar em Budapest deparamos com um sério problema, fila e caos para comprar passagem de trem para a Polônia, devido ao maldito vulcão Eyjafjallajoekull (putaquepariu!!) quase não conseguimos passagem para a mesma noite,.

Pegamos os últimos 2 bilhetes para um trem sem destino! Não haviam lugares e o trem, depois descobrimos, não parava em Kraków. Como de praxe (vocabulário já se tornou parte do meu dia-a-dia) voltamos na tora, dormindo no chão do corredor  e tomando cerveja quente para amenizar a situação.

Finalmente chegamos às 4:30 da manhã na cidade de Katowice, ~2 horas de Kraków, tomamos um café lá num quiosque de uma tia mal-educada e às 5:30 pegamos um trem regional para Kraków onde chegamos segunda-feira às 8:00, direto pro trampo!

Corredor do trem. Cama = Chão

Corredor do trem. Cama = Chão

Corredor do trem. Cama = Chão

Corredor do trem. Cama = Chão

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2 Respostas to “Pálinka Fesztival @ Gyula, Hungary”

  1. Apoena Says:

    Ahahaha so aventuras…..55% alcool…af

  2. Aline Says:

    Fazia tempo que não postava, hein Paixão!!
    Tava com saudades dos relatos dos perrengues na Polônia! hahahahhaha
    Manda notícias aê, agora sem mentir! hahahhahah
    Beijos


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