Rumo ao cume

Outubro 25, 2010

Fala galera!

No último fim de semana, 16 de outubro de 2010 voltei às Tatras para uma trilha um pouco mais ambiciosa, rumo ao cume das Tatras pelas vias mais difíceis do lado polonês.

Levantei às 4:30 da manhã do sábado e pegamos às 5:30, na estação central em Cracóvia, um ônibus rumo a Zakopane. De lá um segundo ônibus para Kuźnice de onde começamos  exatamente às 7:30, a trilha de 1,5 hora para o abrigo Murowaniec no pé da cordilheira e posteriormente o ataque ao cume da Zawrat (azul) e a travessia da crista Orla Perć (vermelha) com retorno pela Skrajny Granat (amarela). VIDE MAPA

A expedição  foi dura e exigiu 12 horas direto de trilha pelas rotas mais expostas das Tatras. Na verdade ela não é tão longa mas o constante e íngreme sobe e desce na crista/cordilheira do cume atrasa. Chegar a levar 1 hora para percorrer 200 metros retos.

Segue um pequeno filme (esse não foi feito por nós).

http://www.youtube.com/watch?v=BDsVdr3V9P8

Abraços!

Szczawnica, Polska

Junho 3, 2010

No fim de semana dos dias 14 e 15 de maio, o comitê de recreação do trabalho programou uma viagem para as montanhas, no caminho um passeio por um castelo, represa, descida pelo rio Grajcarek em rafting e uma noite em um abrigo nas montanhas.

Saímos no sábado às 6:30 da manhã, o que me obrigou apenas cochilar na noite de sexta-feira pra sábado. Por causa do clima “broxante” muitos colegas do trabalho desistiram do passeio, o que eu particulamente acho ridículo. Afinal, transporte, passeios e acomodação grátis num lugar novo não é todo dia né. Mas deixando a bundalhada pra lá, seguimos com destino a Szczawnica com uma parada em um castelo que esqueci o nome. Lá tivemos a oportunidade de ver como os húngaros viviam na época em que o sul polonês ainda os pertenciam. De lá seguimos para o “rafting” que estava mais para pedalinho. Tá certo que não foi nada emocionante mas tive a oportunidade de cortar boa parte do Parque Nacional Pieniński de jangada, vendo as enormes paredes de calcário que formam o “Trzy Korony” ou Três Coroas, formação de 3 picos com 500m de altura o mais alto deles.

Depois do passeio, seguimos de ônibus para o lugar que iríamos passar a noite.  Viagem tranqüila, bastante animada principalemnte pelos brasileiros. Alguns portugueses e italianos retardados compraram numas barraquinhas perto do castelo, arminhas de bolinhas e passaram a viagem toda brincando de Máfia, dando tirinhos na galera e simulando assalto em barracas de cachorro-quente, ato totalmente esculachado pelas senhoras polonesas que ali trabalhavam. Uma verdadeira tortura para minhas bolas.  Chegando em Szczawnica em si tivemos que fazer uma caminha de mais ou menos uma hora, subindo um enorme morro onde iríamos, no alto passar a noite em um abrigo. Voluntariei-me para coletar madeira para fazermos uma incrível fogueira, pois fazia frio e o incrível lugar nas montanhas era bastante propício para tal atividade. Infelizmente DEPOIS de coletar uma quantidade significativa de madeira, começou a chover relativamente forte e tivemos que mudar os planos. Fogueira na lareira com lingüiça e muita manguaça seria o programa para a noite.

A festinha foi bacana e regada à cachaça que Nós brasileiros levamos. Alguns foram além da resistência tipo um colega eslovaco o qual eu havia encontrado caído de cara nas escadas, de algum forma conseguiu reagir e sair do quarto no qual eu o havia deixado desmaiado e fora novamente resgatado do lado de fora do abrigo, na chuva, sem camisa e completamente doido.

Lembro de no final da festa pilhar alguns outros comédias para ir pro salão de festa em samba-canção, ideia apreciada e executada. Foi ridículo mas engraçado.

No dia seguinte tínhamos planos para, parte do grupo andar de bicicleta e outra parte fazer o cume do Trzy Korony. Como já estive lá em cima no inverno (Relato que deixei aqui no blog também), optei pela bicicleta. Infelizmente ninguém fez porra nenhuma porque a chuva não deu trégua. Passamos o dia todo no abrigo comendo e jogando cartas, tive a oportunidade de ensinar truco pros gringos e o pessoal gostou. Era um grita grita de “TRUCO you son of a bitch, I bang your sister!”.

Acabamos voltando no fim da tarde e encontramos Cracóvia embaixo d’água, muita água. Nos dias posteriores eu presenciaria uma das maiores enchentes da história da cidade.

No último fim de semana fui à Hungria com um amigo, mais conhecido aqui como Mineiro. Fato é que todo mineiro quando sai de Minas Gerais, se torna um “Mineiro”.

Bem, Eu e Mineiro fomos ao festival de Pálinka (Bebiba típica húngara, ~55% alc.) em Gyula, Hungria. Tenho um grande amigo húngaro em Gyula, cujo o conheci em Oklahoma nos Estados Unidos, ano em que estudei 1 ano por lá.

Roteiro: buzão noturno rumo a Budapeste, de onde pegaríamos um trem para Gyula.

Pegamos o ônibus às 23.00 no terminal rodoviário de Kraków, um luxo só, filme, música, capuccino na faixa e banco exageradamente reclinável. Sem um sono muito longo, chegamos a Budapeste 4.30 da manhã. O ônibus como de costume, parou no meio de uma avenida e todos desceram. Para marinheiros de primeira viagem  é um susto descer no meio do nada, ainda à noite e tudo fechado. Lembro da mesma viagem na minha primeira vez, que ainda por cima não tinha dinheiro húngaro, foi uma loucura, mas isso é uma outra história.

Desta vez, já esperto e com Forint no bolso, fomos a estação de metrô mais próxima e pegamos um bonde para estação de trem Budapest Keleti, de onde sairia nosso trem para Gyula às 6:13 da matina. Tempo de sobra, chegamos na Keleti e com um livrinho em mãos já fomos arriscando as primeiras palavras em húngaro.

– Két kávé, ou dois cafés.

Às 6.13 em ponto embarcaríamos no trem para Gyula, já claro, o sol brilhava num dia incrível, diferente da última semana em Kraków, onde só choveu e o clima da tragédia do presidente ainda ribombava a cidade.

Tínhamos que fazer uma conexão na cidade de Békéscsaba e como de praxe algo errado, a viagem estava muito tranqüila para ser verdade (A tiazinha da estação até entendeu o meu húngaro!). O trem de Békéscsaba – Gyula para o horário que vi na internet não existia, então a conexão atrasou 1 hora, aproveitamos para caminhar pela cidade.

Finalmente chegamos em Gyula com 1 hora de atraso, o meu amigo Zolie não estava lá e eu havia esquecido que não tinha o número dele e nem ele o meu, devido a minha troca de aparelho celular. Booommm pensei, ou fico aqui esperando o cara ou simplesmente vou andando para a casa dele, que não deveria ser algo difícil, já que eu já estivera naquela cidade pequena algumas vezes, além do mais fazia um clima incrível.

Aproveitei para tirar uma foto do mapa da cidade, caso precisasse recorrer à ajuda exterior:

mapa de gyula

Mapa de Gyula

Chegamos de surpresa na casa do Zolie e estava ele lá bolado,  já havia estado na estação umas 3 vezes e ligado outras. Tudo certo, café da manhã servido e só alegria. Bem-vindos a Gyula, 10km da fronteira com a Romênia!

Passamos o dia bebendo cerveja Arany Ászok e uns shots de Pálinka, afinal estávamos ali para isso. Comemos um delicioso prato típico, mistura de carne com legumes cozidos num enorme penelão na fogueira, vide fotos.

Conosco estavam a namorada do Zolie, Csita, o amigo Pok  e sua namorada Esqueci o nome, que já havia morado em Gdańsk no norte da Polônia e a participação especial do Pai do Zolie, figurassa.

Já pra lá de Bagdá, tiramos um cochilo para ir ao dito Festival a noite. A cidade estava empolvorosa ao som de música típica acompanhado de inúmeros tipos de pálinka, cerveja e um monte de comida esquisita.

Havia uma grande tenda com palco e barracas,  me lembrou algo como a feira dos estados, só que com muito mais álcool e alambiques espalhados por todo lado.  Todo mundo ficou doido e dançamos bastante aquele som estranho que soava bem. Exceto o Zolie e Pok, ninguém ali falava inglês então o desafio da noite era se comunicar com a multidão ali presente.

No domingo, já tínhamos de voltar, infelizmente. Depois de um outro delicioso almoćo, dessa vez um outro prato típico com ovos, legumes e carne cozida com pão. Às 15:50 tomamos o trem de volta para Békéscsaba e dali para Budapest. Ao chegar em Budapest deparamos com um sério problema, fila e caos para comprar passagem de trem para a Polônia, devido ao maldito vulcão Eyjafjallajoekull (putaquepariu!!) quase não conseguimos passagem para a mesma noite,.

Pegamos os últimos 2 bilhetes para um trem sem destino! Não haviam lugares e o trem, depois descobrimos, não parava em Kraków. Como de praxe (vocabulário já se tornou parte do meu dia-a-dia) voltamos na tora, dormindo no chão do corredor  e tomando cerveja quente para amenizar a situação.

Finalmente chegamos às 4:30 da manhã na cidade de Katowice, ~2 horas de Kraków, tomamos um café lá num quiosque de uma tia mal-educada e às 5:30 pegamos um trem regional para Kraków onde chegamos segunda-feira às 8:00, direto pro trampo!

Corredor do trem. Cama = Chão

Corredor do trem. Cama = Chão

Corredor do trem. Cama = Chão

Corredor do trem. Cama = Chão

As Tatras….

Novembro 11, 2009

No fim de semana de 07/08 de novembro fizemos uma excursão para cortina de rocha no sul da Polônia, são as montanhas Tatra. É um complexo rochoso enorme com vários abrigos nos inúmeros vales ali formados. Saímos de Cracóvia no sábado às 6.00 da manhã em rumo a Zakopane de onde partiríamos de mini-ônibus para o início da caminhada.
Não fazia muito frio, algo em torno de 3 – 4 graus positivos o que transformou o caminho um verdadeira tapete de gelo, extremamente escorregadio.
Chegamos no abrigo de Murowaniec às 13.00, até então sem nenhum desafio vertical. Dali, queríamos fazer o cume de uma das montanhas através da temida rota de zawrat (significa “Quando chegar, volte”). As condições não eram as melhores, muitos montanhistas da região alertavam-nos do caminho escorregadio e congelado, outros diziam que a escalada sem CRAMPONS (Uma espécie de agarras de aço que se acopla na bota) seria impossível.
Decidimos iniciar a rota ao menos até a base da rocha, o tempo estimado pelas placas até o cume era de 2h 30m mas diante aquelas condicões levaria ao menos 4 horas, e não havia mais luz do dia às 16.00 da tarde.
Decidimos então por uma rota alternativa para o mesmo cume… após mais ou menos 1.30 de subida chegamos a uma plataforma, espécia de mini-cume e nos deparamos com uma forte corrente de vento e pedrinhas de gelo afiadas que cortavam onde batiam. Era tão forte que derrubava-nos com facilidade. Decidimos abortar e descer pelo mesmo caminho, pois já estava escurecendo.
Voltamos ao abrigo, conhecemos um rapaz e duas meninas que com ele estavam. Lukasz adora a América do Sul e esteve na Amazônia, na parte do Equador. Comemos bastante, tomamos Grzane Wino (Vinho quente), jogamos cartas e conversamos bastante. No dia seguinte nos preparávamos para mais 7 horas de caminhada carregando 10kg de mochila.
Domingo amanheceu lindo, solzinho e dia calmo. Seguimos desta vez a rota de volta passando por um cume que delimita a fronteira Polônia/Eslováquia. confesso que foi uma caminhada puxada pela rota Czerwone Wierchy. As fotos dizem por si. Conseguimos alcançar o abrigo base já bem perto de onde pegaríamos o ônibus de volta para Zakopane e posteriormente Cracóvia.

Sinais…

Setembro 28, 2009

O Leste Europeu guarda sua peculiaridades, uma delas são as placas de sinalização. Cheguei a conclusão que por aqui é proibido/permitido fazer muitas coisas “alternativas”.

Resumão do Verão

Setembro 25, 2009

Ahh o verão.!

Meses passaram desde a última vez que postei… neles o verão incrível.

Ultimamente tenho aproveitado os dias fora de casa, aproveitado o bom tempo e o calor do sol que por tanto tempo esteve ausente ou quase nulo. O tema foi “A hora é agora”, a hora tão esperada por todos, a hora de sair em bermudas, colocar a sunga, viajar com mochilas leves, tomar cerveja gelada na praça.

Para colocar mais pimenta no verão, tive a felicidade de receber várias visitas de amigos e familiares.

Na visita dos meus Pais, aluguei um carro e fizemos o roteiro abaixo.

Kraków(Polônia) – Frýdek-Místek(Rep. Tcheca) – Brno(Rep. Tcheca) – Plzeň(Rep. Tcheca) – Munique(Alemanha) – Füssen(Alemanha) – Viena(Austria) – Bratislava (Eslováquia) – Kraków (Polônia).

Rota da viagem com os Papis.

Rota da viagem com os Papis.

Além disso, tive a oportunidade de conhecer um pouquinho de Portugal, estive em Lisboa e em algumas praias ali perto. Muito bom!

Bom, vou postar fotos e vídeos por aqui,…

Ahh o verão!

Um grande beijo.

Magyarország!

Junho 9, 2009

Szevasz!

Sexta-feira, 23:00, Coca-Cola, batata frita e um bom filme no portátil são suficientes para chegar em Budapeste pela manhã.  Meu roteiro: Budapeste, Gyula e Varsand, esta última na Romênia.

Budapeste dispensa comentários, não só por sua beleza e imensidão mas por fazer sentir bem. Moraria fácil.

Gyula é uma cidade no interior da Húngria. Pacata e organizada, de trem, fica à 3 horas de Budapeste. Um clube termal oferece águas quentes e outras frescuras.. bom pra beber cerveja e relaxar.

Tempo lindo, fui comemorar o aniversário de um amigo húngaro que mora em Gyula, na bagagem um presente que vale ouro, Cachaça de Minas e um dvd Melhores do Samba no Rio de Janeiro.

Na Romênia as coisas foram mais tensas, não sei porquê diabos não queriam me deixar entrar no país. Alegaram estar fora de território Schengen e exigiram visto, bullshit, estive lá duas vezes ano passado sem visto e nenhum empecilho. Papo vai papo vem, consegui entrar e fui a cidade de Varsand. Um cáos interessente me fez lembrar de Goiânia, trânsito agitado e muita buzina. Curti bastante. Na hora de sair o mesmo problema.. não queriam me deixar sair. Preso na Romênia? Não rola!

Passeando de tremzinho.

Os malucos cantando Smurfs em húngaro.

Falando “Brasileiro”